O INSTITUTO DE PESQUISA INTELIGÊNCIA ESPORTIVA CONSOLIDA OS DADOS DOS ATLETAS BRASILEIROS NO PAN LIMA/2019

14/08/2019 – Por João Victor Moretti/Inteligência Esportiva.

A delegação brasileira alcançou a melhor campanha da história nos Jogos Pan-Americanos de Lima/2019, conquistando 171 medalhas, sendo 55 de ouro, 45 de prata e 71 de bronze. Esta marca superou o desempenho alcançado no Pan de 2007, realizado no Rio de Janeiro, onde o Brasil conquistou 157 medalhas, sendo 52 de ouro, 40 de prata e 65 de bronze. Em Lima, o Brasil terminou em segundo lugar no quadro de medalhas, o que não acontecia desde 1963, quando a edição dos Jogos foi realizada em São Paulo.

Dos 486 atletas brasileiros que compuseram a delegação, 249 (51,2%) eram homens e 237 (48,8%) mulheres. Distribuídos regionalmente, 63,1% dos atletas são nascidos na região Sudeste; 16,4% na região Sul; 11,1% são do Nordeste; 5,1% da região Centro-oeste; e 2% da região Norte. Além disso, quatro atletas são brasileiros nascidos fora do país e oito são naturalizados brasileiros.

Os brasileiros disputaram 49 modalidades no Pan de Lima/2019 e conquistaram medalhas em 41 delas, tendo alcançado a melhor campanha da história em 12 delas. Destaque para Natação, com 30 medalhas (10 de ouro), Taekwondo (7 medalhas, sendo 2 de ouro), Ginástica Artística (11 medalhas, com 4 de ouro) e Canoagem Slalom, com 4 ouros e 1 bronze.

Natação do Brasil conquistou 30 medalhas nos Jogos Pan-Americanos de Lima/2019.
Foto: Wander Roberto/COB.

Ao todo, 278 (57,2% do total) atletas brasileiros receberam medalhas no Pan de Lima/2019, considerando também os que participaram apenas das eliminatórias dos revezamentos e os esportes coletivos. Dentre os medalhistas, 125 (45%) são mulheres e 153 (55%) homens.

Apoio governamental

Dentre os atletas que participaram do Pan, 333 (68,5%) são contemplados pelo Programa Bolsa Atleta, da Secretaria Especial do Esporte. 66 (19,9%) atletas são da categoria Pódio, 83 (24,9%) da Olímpica, 96 (28,8%) da internacional, 87 (26,1%) da Nacional e 1 (0,3%) da Estudantil.

Dos atletas atendidos, 194 subiram ao pódio durante a competição, o que corresponde a 58,2% dos bolsistas. 69,7% dos atletas que conquistaram medalhas pelo país são bolsistas do programa. Os atletas patrocinados pelo Bolsa Atleta ganharam ou tiveram participação em 82,5% das medalhas brasileiras (43 de ouro, 37 de prata e 61 de bronze, sendo 141 no total), o que colocaria o programa em um hipotético segundo lugar no quadro de medalhas, atrás apenas dos Estados Unidos.

Apenas 30, das 171 medalhas conquistadas, não tiveram participação de bolsistas. O investimento do Bolsa Atleta ultrapassa os R$ 14 milhões em 12 meses. Além disso, 424 atletas (87,4%) foram contemplados pelo programa ao menos uma vez, em algum momento de sua carreira.

Além do Bolsa Atleta, 134 (27,5%) atletas fazem parte do Programa de Alto Rendimento das Forças Armadas (PAAR). Destes, 88 subiram ao pódio, o que representa 65,6% dos atendidos. Os atletas do PAAR conquistaram ou tiveram participação em 91 (53,2%) das medalhas brasileiras. 122 atletas acumulam apoio do PAAR e Bolsa Atleta.

Tóquio/2020 logo ali

A campanha histórica do Brasil estimula os atletas para a continuação da preparação, mesmo sabendo que algumas conquistas precisam ser relativizadas, considerando a ausência de alguns dos principais atletas das Américas nos Jogos Pan-Americanos.

O fôlego brasileiro é elevado, no entanto, com bons resultados vindos de atletas jovens, como é o caso do revezamento 4x100m masculino do atletismo, do ouro conquistado por uma seleção renovada de basquete feminino, além das revelações em modalidades consagradas, como Renan Torres e Larissa Pimenta no Judô, ambos medalhistas de ouro, e a nova geração da Natação, que mostra força tanto nos revezamentos, quando nas provas individuais.

A renovada seleção brasileira feminina de basquetebol nos Jogos Pan-Americanos de Lima/2019.
Foto: Pedro Ramos/ redesporte.gov.br

Soma-se a isso os “jovens veteranos”, que demonstraram evolução nos últimos anos, como Marcus Vinícius D’Almeida, no Tiro com Arco, e Hugo Calderano e Bruna Takahashi, no Tênis de Mesa, todos já com participação em Jogos Olímpicos, apesar da pouca idade. Nesse sentido, Ana Sátila, da Canoagem Slalom, é o maior exemplo, com apenas 23 anos e já possui duas participações olímpicas (Londres/2012 e Rio/2016), e medalha conquistada em campeonato mundial da modalidade.

 

A brasileira Ana Sátila conquistou duas medalhas de ouro na canoagem no Pan de Lima/2019
Foto: Pedro Ramos/ redesporte.gov.br

O desempenho brasileiro no Pan e nos mundiais das modalidades ocorridos nos últimos meses criam esperança de bons resultados em Tóquio. O País tem chances de briga por, pelo menos 40 medalhas em 2020, mesmo com uma equipe potencialmente menor do que a que defendeu o país em 2016 no Rio de Janeiro, onde foram conquistadas 19 medalhas (7 de ouro, 6 de prata e 6 de bronze). A delegação brasileira já conquistou 104 vagas para os Jogos Olímpicos de Tóquio/2020, sendo 29 delas conquistadas no Pan de Lima/2019.

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